Educação: virtude que vem de berço No último domingo, pudemos acompanhar, durante as já tradicionais entrevistas coletivas ao final dos jogos de futebol, uma cena um tanto lamentável, que pode (e deve) servir de exemplo para aqueles que trabalham, estudam ou simplesmente estão aprendendo a dar os primeiros passos em nossa sociedade tão turbulenta. Após o jogo São Paulo x Santo André, válido pela 4ª rodada do campeonato paulista, no qual o time do Morumbi perdeu de 2 x 0, o técnico Muricy Ramalho deu uma aula de falta de educação, arrogância e prepotência, não condizentes com seu cargo e muito menos com seu currículo. Depois de reclamar com alguns repórteres que faziam as perguntas sem se levantar e olhar em seus olhos, Muricy perguntou se havia algo de engraçado na atitude de Fernando Gavini, da ESPN Brasil, o único que se levantou e se apresentou ao entrevistado, provocando gargalhadas entre os outros repórteres. O golpe final, no entanto, foi quando Gavini perguntou ao técnico qual seria a dupla de ataque ideal para sua equipe. Muricy respondeu “Isso é problema meu”. Em função da má educação apresentada pelo treinador perante o repórter, a ESPN Brasil decidiu não se dirigir mais ao treinador, dando enfoque apenas as informações do time. Provavelmente outras equipes de reportagem se sentiram igualmente ofendidas, mas apenas a ESPN, através de seu chefe de redação, José Trajano, no programa “Linha de passe – mesa redonda” declarou o rompimento de relações com o treinador. Este fato lamentável nos deixa uma pergunta: se um trabalhador age de maneira grosseira com qualquer cidadão em seu ambiente de trabalho, ele geralmente é repreendido. E neste caso que foi acompanhado ao vivo por milhões de amantes de futebol, entre eles crianças que um dia sonham em fazer parte deste mundo, como fica? Talvez o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio tome as medidas cabíveis. Ou talvez deixe por isso mesmo, mostrando impunidade e orgulho de ter o melhor, o mais vencedor e, agora, o mais ignorante técnico do Brasil. José Luiz Guerra
Escrito por José Luiz Guerra às 15h19
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Deus abençoe o SUS Assistindo ontem ao documentário S.O.S Saúde (Sicko, Michael Moore, 2007) pude perceber qual é o valor do ser humano dependendo do país em que este teve a (in)felicidade de nascer. O documentário expõe, com a característica peculiar de Michael Moore, o falido sistema de saúde nos Estados Unidos, no qual apenas os que podem pagar um seguro saúde têm a “garantia” de que serão atendidos. Isso se o seguro cobrir todos os exames solicitados pelo médico. Aqui no Brasil, sabemos que o Sistema Único de Saúde, o SUS, não é nenhuma maravilha. Entretanto, para atendimentos de urgência ele existe, independente de cor, religião e condição social. Os planos de saúde são caros e graças a algumas leis que autorizam reajustes anuais das tarifas, a tendência é piorar. Porém todo hospital brasileiro tem por obrigação atender a um paciente em caráter de urgência, mesmo que este não possua um plano de saúde. Certamente, estamos há anos luz de França, Inglaterra, Cuba (apenas citando alguns exemplos) na questão de saúde pública. Lugares onde o imposto pago serve realmente para sustentar os serviços públicos essenciais. Mas, se pararmos pra pensar na maior potência mundial, onde o capitalismo, em sua mais pura essência, faz com que seus filhos paguem caro por cada passo que dão na rua e não recebem nada em troca, podemos ao menos nos vangloriar. Mesmo assim, sentindo nesta glória um ar de derrotismo. Já que pagamos IPVA, deveríamos exigir ruas limpas e trafegáveis. Já que pagamos INSS, mereceríamos no mínimo uma aposentadoria digna. Não podemos somente aceitar que existe saúde e educação gratuita no Brasil. Ela precisa ser de qualidade. Porque antes de sermos contribuintes, somos cidadãos. Mas por hora, podemos agradecer e saber que, se sofrermos de alguma doença aqui no Brasil, teremos para onde ir. Mesmo sem ter plano de saúde. José Luiz Guerra
Escrito por José Luiz Guerra às 09h01
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Copom reduz taxa Selic para 12,75% Em uma decisão surpreendente, o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu em um ponto percentual os juros anuais da economia. Com a queda de 13,75% para 12,75% o governo espera reaquecer a economia, uma semana depois do anúncio do fechamento de mais de 500 mil postos de trabalho com carteira assinada em dezembro de 2008. Ainda assim, os juros da economia brasileira continuam sendo os maiores do planeta. Em dezembro de 2008 o FED (Banco Central dos Estados Unidos) reduziu a taxa de juros anuais para 0,25%. Isso significa que, na terra do Tio Sam, quem vai as compras não paga praticamente nada de juros. No entanto, a recessão da maior economia do mundo ainda assusta e muito, já que uma nova quebra, como a de 1929, poderia causar danos inimagináveis a diversos países, especialmente aos que dependem de exportação, como é o caso do Brasil. Na opinião da maioria dos empresários, economistas e sindicalistas, a decisão do Banco Central foi acertada. Porém, a timidez mostrada nas últimas reuniões do Copom está se refletindo agora. Faltam investidores e sobram desempregados a espera de nova oportunidade. Nas fábricas, férias coletivas sem a certeza da volta ao trabalho. Nos bancos o medo de uma quebra, contornada com as recentes fusões de grandes bancos a fim de se protegerem da crise. Por enquanto no Brasil, os únicos prejudicados foram os trabalhadores com carteira assinada. Estes perderam seus empregos ou estão prestes a perdê-lo e continuam pagando caro pelo pedágio, gasolina, plano de saúde, cheque especial, IPVA, IPTU, Inspeção Veicular (a nova taxa do Kassab)... tudo sem a garantia de estarem empregados. E enquanto o Governo, os empresários e as centrais sindicais discutem eternamente uma forma de resolução para a crise aqui no Brasil, o trabalhador espera pacientemente uma nova chance cair do céu, já que talvez esse seja o único lugar de onde possa vir alguma coisa. José Luiz Guerra
Escrito por José Luiz Guerra às 12h19
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Promotor acusado de matar jogador de Basquete é absolvido no TJ
O promotor de justiça Thales Ferri Schoedl foi absolvido ontem da acusação de ter matado o jovem Diego Mendes Modanez em 2004 na cidade de Bertioga, litoral paulista. E por unanimidade. Os 23 desembargadores concluíram que Schoedl agiu em legitima defesa ao usar sua arma. De acordo com depoimento do próprio promotor, foram disparados ao menos 14 tiros no dia do crime.
Segundo Pedro Franciscato Pasin, testemunha do caso, Schoedl atirou depois que Modanez e seu amigo Felipe Siqueira de Souza mexeram com sua namorada. Disse ainda que os jovens tinham intenção de agredir o promotor. A defesa de Modanez entrará com recurso no Supremo Tribunal Federal e no Conselho Nacional de Justiça contra a decisão dos desembargadores. A defesa apresentou evidências de que o promotor já havia se envolvido em outras três discussões pelo mesmo motivo. Entretanto em nenhuma delas estava armado. Por ser promotor, Schoedl tem direito a júri especial, sem necessidade de ir a júri popular. O cargo de promotor é vitalício. No entanto uma liminar mantém o promotor no cargo.
Se a nossa justiça é cega, um promotor deveria ter o mesmo tratamento de um réu comum e vice versa. Mas especificamente neste caso, que já se arrasta há tempos e provoca certa comoção popular devido à banalidade do crime, o julgamento deveria ser imparcial para evitar que o corporativismo possa ajudar ou atrapalhar o réu. Mas e se o criminoso não tivesse um cargo de relativa importância social ou se fosse pertencente a classes menos abastadas ele ainda estaria respondendo em liberdade e ainda com aval da própria justiça para trabalhar e continuar com porte de arma?
José Luiz Guerra
Escrito por José Luiz Guerra às 11h19
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Santa Catarina pede socorro
Depois de cinco dias de chuvas fortes, o estado de Santa Catarina começa a calcular os prejuízos sofridos. Ontem a Defesa Civil do estado confirmou que o número de mortos subiu para 84 e que ainda há 30 pessoas desaparecidas. Mais de 100 mil pessoas estão sem casa e diversas cidades estão sem energia elétrica há dias.
Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) as chuvas que atingiram o Estado catarinense no mês de novembro são as maiores desde 1961. Já são oito municípios isolados pelas enchentes e quatro cidades decretaram estado de Calamidade Pública, entre elas Camboriú, um dos lugares mais visitados por turistas nas festas de final de ano e em altas temporadas.
Alguns Estados, como São Paulo e Rio de Janeiro já enviaram ajuda humanitária e militar para socorro de vítimas e busca por desaparecidos. O Governo Federal liberou R$ 700 milhões para os Estados atingidos pelas fortes chuvas. Os cidadãos que quiserem colaborar com as vítimas podem fazer doações nas seguintes contas: Banco do Brasil - Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7; ou Besc - Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0.
José Luiz Guerra
Escrito por José Luiz Guerra às 08h59
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Barack Obama é o novo presidente dos EUA
Incontestável. Assim pode ser definida a vitória do candidato democrata Barack Hussein Obama nas eleições de ontem. Isso porque desde 1996 quando o também democrata Bill Clinton foi reeleito, não havia tamanha diferença entre os aspirantes a Casa Branca. Obama venceu John McCain por 342 votos contra 143 do republicano. Ele garantiria a vitória se acumulasse 270 votos.
Com o lema “Nós acreditamos em uma mudança”, Obama cativou a população estadunidense, sendo maioria na intenção de votos dos negros, latinos e jovens. Aos 47 anos, Barack Obama torna-se o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. O senador pelo Estado de Illinois assumirá a Casa Branca dia 20 de janeiro com muitas missões a serem cumpridas: Guerra do Iraque, crise econômica, inúmeros imigrantes ilegais nos EUA. Mas sem dúvida, o principal desafio de Obama será desvencilhar de uma vez por todas o nome de George W. Bush da presidência.
Agora o jovem presidente, filho de pai queniano e mãe americana, nascido no Estado do Havaí e formado em Harvard precisa mostrar aos norte-americanos e ao mundo que nos próximos quatro anos podemos esperar um EUA com mais igualdades, menos guerras e principalmente mais esperança para conter uma crise monstruosa que cresce a cada dia e poderá trazer sérias conseqüências aos países menos estruturados.
José Luiz Guerra
Escrito por José Luiz Guerra às 09h10
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John McCain X Barack Obama: o dia D
Dia 4 de novembro de 2008. Nos Estados Unidos, hoje é o dia decisivo para os norte-americanos. Não só para os nativos, como também para os latinos, orientais, muçulmanos e toda e qualquer etnia que vive por lá.
Neste dia 4 de novembro, os americanos poderão escolher entre Barack Obama, candidato do partido Democrata, com origens muçulmanas, filho de pai queniano e mãe americana, nascido dia 4 de agosto de 1961, 4 semanas após o 4 de julho, dia da independência de seu país que este ano caiu justamente 4 meses antes das eleições e John McCain, candidato do partido Republicano, de origem judaica, nascido em 29 de agosto de 1936, oficial reformado da marinha, lutou na Guerra do Vietnã durante seus 4 anos na Marinha. Ambos os candidatos tiveram suas candidaturas ratificadas no dia 4 de março, conhecido como a “Super terça feira”.
O número 4 parece perseguir estas eleições. De acordo com a cultura chinesa, o número 4 é um símbolo de azar e dificilmente é pronunciado por lá. Aqui no ocidente, mais precisamente nos EUA, o quatro não tem ar pejorativo e como vocês puderam ver, aparecem freqüentemente neste texto. Por falar nisso, dois dos maiores problemas desses candidatos tem o número 4 envolvido, neste caso, 4 letras. Afinal de contas, tanto Obama quanto McCain deverão rever a situação do Iraq (nome do Iraque, em inglês) e apagar, de uma vez por todas, a imagem deixada por Bush.
José Luiz Guerra
Escrito por José Luiz Guerra às 09h10
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Onde estão os direitos humanos?
Geisa Gonçalves, João Helio, Isabela Nardoni, Eloá Pimentel. São inúmeros os casos de vítimas de seqüestros ou outros crimes hediondos que culminaram na morte de pessoas inocentes. No entanto estas famílias, e diversas outras que sofreram do mesmo mal ainda esperam por justiça.
Como todos sabem, a justiça brasileira é cega. Não olha para um ou para outro. Apenas faz valer o que é justo, punindo os infratores e protegendo as vítimas. Para proteção das vítimas, tanto aqui no Brasil quanto em diversas partes do mundo existem os direitos humanos.
Isto posto, faço uma simples pergunta aos raros, mas ilustres visitantes deste blog: algumas destas famílias recebeu a visita de algum responsável pelos direitos humanos? Em contrapartida, em todo processo ou negociação havia algum promotor de justiça ou representante dos direitos humanos para garantir a integridade física do seqüestrador. Mas e a integridade das vítimas. Quem garante?
Pegando como exemplo o caso mais recente destes, o de Eloá Pimentel, o seqüestrador tinha, através de um promotor público, de um advogado e de um mandado judicial a garantia de que, caso se entregasse, não sofreria agressão física. O seqüestrador acabou atirando em suas duas vítimas, matando a jovem Eloá e ferindo sua amiga Nayara.
No Brasil, acima dos direitos humanos está a Constituição Federal. Nela, o cidadão, seja ele brasileiro ou não, de qualquer cor, raça ou credo tem o direito a vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade. Se nossos juristas e protetores dos direitos humanos se baseiam na constituição para defender alguém, por que estavam em Santo André, local do crime, para defender alguém que violou todos estes direitos durante as 100 horas em que ficou com as reféns? Até quando as pessoas de bem, inocentes e batalhadoras terão que sair de casa com medo de que um psicopata invada sua casa, seu carro e tire de você seus bens materiais ou o bem maior que é a vida?
As cadeias do nosso país continuam lotadas e cada vez mais recebe gente de todo o tipo; desde ladrões de galinha até serial killers. Mas pra que cadeia? Se todos estes merecem proteção das autoridades e garantias de que devem ser bem tratados pela policia e pelo sistema prisional simplesmente mereciam a liberdade. Se estes bandidos são os únicos protegidos pelas autoridades e cometem crimes bárbaros com a absoluta certeza de que não sofrerão penas severas e suas penas certamente serão reduzidas por inúmeros fatores como bom comportamento, eles ficam à vontade para cometer mais e mais crimes. E enquanto a sociedade se esconde com medo de perderem suas vidas, os nossos meliantes continuam livres praticando seus crimes com o consentimento dos direitos humanos, das autoridades de da polícia, impedida de fazer seu trabalho principal, que é combater o crime.
José Luiz Guerra
Escrito por José Luiz Guerra às 09h44
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Terror no mercado financeiro
Depois do temor, veio o terror. Se já não bastasse a crise econômica que parece não ter fim derrubar bolsas pelo mundo afora, a Bovespa acionou o Circuit Breaker pela quarta vez em menos de quinze dias. Este mecanismo é acionado cada vez que o índice cai mais de 10%. Se somarmos as perdas nos quatro Circuit Breaker da Bovespa, os números chegariam a assustadores 45%.
Nesta sexta feira, 10 de outubro, a bolsa atingiu o “estado de atenção” com 35 minutos de pregão. Na segunda feira, a paralisação aconteceu logo aos 18 minutos e se repetiu pouco antes do meio dia, desta vez com 15% de perda.
O Circuit Breaker é um mecanismo das bolsas de valores mundiais que é acionado para evitar oscilações bruscas do índice do pregão. No Ibovespa, o Circuit Breaker pode ser acionado em três momentos: inicialmente quando há perda de 10%, fazendo com que os negócios parem por meia hora; o segundo, quando a perda é de 15%, paralisa o pregão por uma hora; já o terceiro, acionado após perdas de 20%, o que é raro no mercado financeiro, pára o pregão, fazendo com que o mesmo retorne somente as 16h30, independetemente do horário em que foi interrompido.
Os bancos centrais, na tentativa de evitar ou pelo menos abrandar a crise, estão injetando dinheiro em bancos de pequeno e médio porte, além de leiloar dólares a fim de evitar a disparada da moeda norte-americana. Entretanto as tentativas de ajuda financeira parecem não surtir efeito. Ao todo já foram investidos mais de U$ 1.000.000.000.000,00 (um trilhão de dólares), mas as bolsas não dão sinais de recuperação, os bancos pequenos e médios estão à beira da falência e os investidores desesperados em busca de ações mais rentáveis e constantes. Enquanto isso não acontece, bolsas cairão, bancos quebrarão e o apocalipse econômico já aparece no retrovisor da economia mundial.
José Luiz Guerra
Escrito por José Luiz Guerra às 11h56
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A Morte do Neoliberalismo
A decisão do Congresso norte americano de criar um pacote econômico de US$ 700 bilhões para tentar acalmar a crise financeira que assombra as economias mundiais foi o tiro de misericórdia em um monstro ainda maior do que a crise: o Neoliberalismo.
Nascido na primeira metade do século XX, o neoliberalismo nasceu na Europa, mas passou a maior e mais importante fase de sua vida nos Estados Unidos. Sua criação tinha o propósito de deixar a economia andar com as próprias pernas, sem a intervenção do Estado. No entanto, as constantes oscilações da bolsa de valores de New York fizeram com que o Banco Central norte-americano interferisse na economia, baixando os juros anuais para que o cidadão estadunidense pudesse fazer aquilo que mais gosta: consumir. Nosso pobre neoliberalismo começava a agonizar.
Na contramão deste consumo sem limites estava o mercado imobiliário. Nos Estados Unidos, o cidadão que quer comprar uma casa e não tem dinheiro suficiente para isso, pode recorrer a algum banco para fazer um financiamento. Os inúmeros financiamentos somado a alta taxa de inadimplência dos clientes provocou uma grande falta de recursos aos bancos, fazendo com que, nas últimas semanas um banco quebrasse a cada dia. Finalmente no dia 03/10/2008, por volta das 14 horas, o paciente veio a falecer com a injeção bilionária aprovada pelo Presidente George W. Bush.
O Neoliberalismo era solteiro e deixa pai (Adam Smith) avô (Mercantilismo), um planeta poluído, uma sociedade desigual e vários filhos (cerca de 6 bilhões, que se preocupam mais em ter a última roupa da moda, os eletroeletrônicos mais modernos e os carros mais caros, porém se esquecem de que a vida é muito maior do que tudo isso).
Ao falecido, nossas condolências...
José Luiz Guerra
Escrito por José Luiz Guerra às 15h45
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Juiz eleitoral rejeita candidatos reprovados em português
O Juiz eleitoral de Poço Fundo (MG), Valter José Vieira, rejeitou a candidatura de 13 aspirantes a Vereador. O motivo: desconhecimento da língua portuguesa. Vieira convocou 60 candidatos a Prefeitura e Câmara Municipal a fim de que comprovassem o mínimo de instrução para ocuparem um cargo público.
Na primeira prova, houve uma desistência e 21 reprovações já que os candidatos não conseguiram escrever uma frase ditada pelo juiz. Na segunda oportunidade, 12 candidatos a vereador e um a vice-prefeito foram novamente reprovados. Com isso, Vieira impugnou suas candidaturas alegando não aceitar concorrentes analfabetos.
O juiz se baseou em uma resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que permite a realização de testes individuais e reservados com cada candidato. Além disso, pela Constituição, um analfabeto pode votar, mas não pode ser eleito.
O ato de Valter José Vieira é raro, mas exemplar. Candidatos a governar cidades, estados ou países necessitam de um mínimo conhecimento para lhe dar com as mais diversas situações. É difícil imaginar um Vereador que não sabe escrever, menos ainda um Prefeito. Já tivemos casos absurdos de candidatos excêntricos, tais como o bode Frederico, que só não foi eleito Prefeito da cidade de Pilar (AM) porque foi envenenado durante sua “campanha eleitoral”.
A falta de habilidade em política pode ser suprida apenas com inteligência. Fora isso, não adianta inventar. Mas, com todo o respeito, existe diferença entre um candidato analfabeto e um candidato caprino?
José Luiz Guerra
Escrito por José Luiz Guerra às 09h38
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O direito de viajar
Na última semana, os pedágios das rodovias estaduais de São Paulo sofreram aumento de 11,52%. Este valor corresponde ao acumulado de junho de 2007 a maio de 2008, segundo o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado). O pedágio mais caro continua sendo o da serra do mar. Tanto o da rodovia dos Imigrantes quanto o da Anchieta subiram de R$ 15,40 para R$ 17 (isso mesmo: dezessete reais).
Agora o cidadão que quiser aproveitar as férias ou somente um fim de semana no litoral paulista terá uma despesa a mais. Além do pedágio, da alta dos preços de alimentos, combustíveis, roupas, as rodovias, privatizadas, têm aval para cobrarem pedágios mais caros todos os anos. O cidadão perdeu seu direito de ir e vir. Ou melhor: este direito foi vendido, sem o consentimento dos proprietários.
A recente elevação da taxa básica de juros, para 12,25%, é a solução renovada todos os meses pelo Banco Central para conter a inflação. Mas se a tal taxa serve para esfriar a economia, como pode um aumento de um índice econômico tão respeitado não surtir efeito algum, e em algumas vezes até fazer com que o feitiço vire contra o feiticeiro?
A Matemática da economia brasileira é complexa, mas tentarei explicar sucinta e humildemente: O Cidadão trabalha e ganha dinheiro. Este dinheiro permite que ele compre, além de roupa e comida, outros artigos para o lar ou para uso pessoal. Este dinheiro movimenta a economia e como não é apenas uma pessoa que compra, mas sim milhões todos os dias, a economia necessita de cuidados. Nisso, aparece a taxa de juros que limita o poder de compra, fazendo com que o preço dos produtos suba e que o trabalhador compre o menos possível.
Entende-se que a economia brasileira, apesar de estar entre as dez maiores do mundo, ainda é uma criança em fase de aprendizado. No entanto, este laboratório econômico, onde todos os brasileiros são as cobaias, está precisando de novos métodos ou de novos pesquisadores que possam encontrar a melhor forma de fazer da nossa economia um animal domesticado ao invés de um selvagem.
José Luiz Guerra
Escrito por José Luiz Guerra às 08h54
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Com 100 votos de vantagem, CPMF renasce
Depois de quase seis meses, a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras) está de volta. Agora com o nome de CSS (Contribuição Social para a Saúde). A criação do “novo” imposto foi votada na última quarta feira, 11 de junho, na Câmara Federal, com vitória de 259 votos contra 159.
O imposto, que passa a valer a partir de janeiro de 2009, terá alíquota de 0,1% sobre as movimentações financeiras, exatamente como funcionava a CPMF. Entretanto, estão isentos os aposentados, pensionistas e trabalhadores assalariados que recebem até R$ 3.038. Parlamentares da oposição, contrários a cobrança do imposto, levaram faixas com inscrições de “Xô CPMF”. Alguns deles vestiam jalecos, simbolizando médicos, alegando que a criação do imposto não é suficiente para resolver os problemas da saúde.
Com o fim da CPMF, no início deste ano, estimava-se que a arrecadação de impostos do governo federal cairia R$ 40 bilhões anualmente e que cada cidadão brasileiro economizaria R$ 190 sem a cobrança do imposto. Embora, mesmo sem a CPMF, foram arrecadados R$ 10 bilhões a mais de impostos.
A saúde pública brasileira sempre foi um grave problema social. Pessoas que atravessam cidades ou até mesmo estados em busca de atendimento médico e passam horas na fila do SUS, sem a certeza de que poderão ser atendidos. O caos deflagrado com a dengue, principalmente no Estado do Rio de Janeiro, mostrou que a rede hospitalar pública carece de investimentos e funcionários. Quem não tem condições de pagar um plano de saúde, está sujeito a morrer na fila. Falta de dinheiro não é. Falta seriedade para que esse dinheiro chegue ao destino certo e possa suprir ao menos as necessidades básicas do setor.
José Luiz Guerra
Escrito por José Luiz Guerra às 15h51
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Diário de um Brasileiro
Congestionamento na volta do feriado. Todos parados ansiosamente, a espera de um avanço que possa deixá-los alguns metros mais perto de casa. Á direita, um grupo de espertalhões resolve transformar o acostamento em faixa adicional para chegar antes. Tudo com o consentimento da viatura da polícia rodoviária. Também pudera; faltaria papel e caneta para multar tantos infratores. Finalmente o trânsito anda e quase como um tiro, um bonachão dirigindo seu carro importado passa cortando o tráfego, trocando de faixas sem sinalizar, acreditando ser o dono da estrada.
Em um percurso de 200 quilômetros, cinco pedágios. Cada um custando cerca de cinco reais. É a tal da privatização, que tira toda a culpa do governo pelos acidentes, falta de investimentos e autoriza a concessionária a cobrar quanto quiser e a aumentar anualmente o valor dos pedágios, geralmente com reajustes acima da inflação. Se estiver descontente com isso, posso procurar alternativa? Procon? Ação Judicial? Rodovias alternativas até existem. Mas são estradas de terra ou esburacadas. E não há meio de recuperá-las? Sim! Mas como? Privatizando?
Decido pegar uma estradinha de terra. Sabe como é né, jeitinho brasileiro é pra isso mesmo. Na estrada, muitos buracos, escuridão e pessoas com uma pá e um saco de areia, tapando os buracos e pedindo dinheiro em troca do serviço. Depois de muito tempo, finalmente a estrada termina. Dei sorte de não ter encontrado nenhum borracheiro aproveitador, que joga, propositadamente, toras de madeira repletas de pregos na tentativa de furar pneus e ganhar clientes.
Finalmente chego à cidade. Que maravilha! Agora estou perto de casa. Não sem antes me deparar com o motoqueiro que usa o corredor entre os carros como faixa e atravessa da direita para a esquerda sem se preocupar com a seta e dando-se ao luxo de xingar quem o fecha.
O grande fluxo de veículos e os semáforos complicam o trânsito novamente. Agora seja o que Deus quiser. Ele, que já me ajudou a se livrar dos motoristas imprudentes e da escuridão da estrada, tem que intervir novamente, agora para me salvar dos perigos que os faróis nos reservam. Para os pedintes, malabaristas e outros que necessitam de ajuda, peço ajuda a Ele também, para que possam encontrar seus caminhos e melhorar de vida.
Finalmente, cheguei em casa. Agora é só ligar a TV e esperar até que o sono chegue. São quase oito da noite e vejo que dormir seria a melhor escolha para agora. Ao som de Faustão, Gugu e outros programas do gênero, prefiro o sono. Coisas de brasileiro. De país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza.
José Luiz Guerra
Escrito por José Luiz Guerra às 11h31
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Universidades federais em ebulição
O Reitor da Universidade de Brasília Thimoty Mulholland renunciou ao cargo no último domingo, 13 de abril, depois de pedir afastamento temporário de 60 dias. Segundo ação movida pelo Ministério Público Federal, Mulholland gastou quase R$ 500, 000,00 para reforma de seu apartamento, além de outros R$ 70, 000,00 para compra de um veículo de uso exclusivo do Reitor. Todo o dinheiro gasto veio de recursos da Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos).
O Reitor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Ulysses Fagundes Neto também está sob investigações por seus gastos com o cartão corporativo. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, ele será convocado a depor na CPI dos cartões corporativos para explicar seus gastos superiores a R$ 12, 000,00 em lojas de eletroeletrônicos nos Estados Unidos, lojas de Cerâmicas na China e de malas em Hong Kong.
Ambos os casos tiveram repercussão quando a ex-ministra da integração racial, Matilde Ribeiro gastou mais de R$ 170, 000,00 com despesas pessoais, entre elas aluguel de carros e jantares em restaurantes de luxo. A Ministra-chefe da casa civil, Dilma Roussef também se envolveu no caso dos cartões por ter produzido um suposto dossiê sobre os usos do cartão na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
A reitoria da UNB permanece ocupada pelos estudantes. Já o corpo discente da Unifesp, através de seu coordenador geral, Thiago Cherbo, afirmou à Folha de S. Paulo na última segunda feira que os gastos de Fagundes Neto são um absurdo, mas que aguardam as justificativas do Reitor.
Escrito por José Luiz Guerra às 11h08
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